Como recuperar e dar novo destino a produtos colocados no mercado há décadas, quando ainda não existiam responsabilidades definidas nem estrutura preparada para isso? O Purcom ECOS é a resposta que construímos ao longo de mais de 12 anos.

Como recuperar e dar novo destino a produtos colocados no mercado há décadas, quando ainda não existiam responsabilidades definidas nem estrutura preparada para isso?
O Purcom ECOS não nasceu de um plano de marketing. Nasceu de um impasse.
A química já sabia reciclar. A cadeia é que não existia: faltava quem coletasse, quem fizesse a triagem e, sobretudo, um modelo capaz de dar valor a um resíduo que não tinha nenhum.
Investimos no desenvolvimento da jornada inteira — da logística reversa à reciclagem, e da reciclagem à transformação dos resíduos em novas matérias-primas e produtos.
A virada veio com a Randoncorp. Conectamos gerador, operador logístico e reciclador numa mesma rota, e o que ia para aterro virou matéria-prima para a construção civil. Entre 2016 e 2023, foram mais de 210 toneladas recicladas, 610 toneladas de CO2 evitadas e 403 m3 a menos em aterro — case de simbiose industrial reconhecido pela FIESP como Excelência Circular em 2025.
Ali entendemos o que faltava. Deixamos de ser a indústria química que vende um produto ao reciclador, ou que espera o resíduo chegar ao reator, para construir o que não existia: gestores, rotas, indicadores, viabilidade econômica, gerando uma solução competitiva para toda a cadeia.
Em 2024, uma dessas frentes chegou a uma cooperativa. A pergunta não era como reciclar, e sim como transformar aquilo em oportunidade real: capacitação técnica e formação humana, com estímulo ao empreendedorismo. Fazer da cooperativa dona de um negócio, não prestadora de um serviço.
O valor apareceu em três camadas. Econômica, para um resíduo que ninguém queria. Ambiental, ao devolvê-lo à cadeia. E social, ao chegar a quem faz o trabalho na origem — recicladores, cooperativas e catadores, raramente vistos como parte dela.
Nossa inovação mais importante em décadas não saiu de um reator. Saiu do desenho de um arranjo que ainda não existia.




Nenhuma fonte de espuma, sozinha, sustenta uma operação de reciclagem em escala industrial. Uma fábrica não gera volume suficiente. Uma cidade também não. Reunidas, sim.
Esse é o princípio que dá forma ao Purcom ECOS: em vez de resolver um caso por vez, organizamos a jornada inteira — da logística reversa à reciclagem, e da reciclagem à transformação do resíduo em novas matérias-primas e produtos.
Mais do que fornecer soluções para a indústria, construímos um ecossistema conectado, transparente e auditável. Ele integra os diferentes atores da cadeia de valor e incorpora as tecnologias e soluções sustentáveis Purcom em todas as etapas — não apenas no reator, mas na coleta, na triagem, na reciclagem e na formulação.
Chamamos de rota o percurso completo de um tipo de espuma. Cada rota percorre as quatro etapas da jornada: a logística reversa que encaminha o resíduo ao destino correto, a triagem que separa a espuma dos outros materiais, a reciclagem que a processa e a transformação que a devolve ao mercado como novo recurso.
Colchão, banco de carro e geladeira têm origens, logísticas e obstáculos diferentes. Cada um tem a sua. As três rotas em operação hoje tratam de espuma — o maior volume de poliuretano que chega ao fim da vida fora da indústria.
Dentro de uma rota atuam gestores de logística reversa, transportadores, cooperativas, recicladores, indústrias transformadoras e a própria Purcom. São empresas independentes, cada uma com seu negócio. O que o sistema faz é colocá-las na mesma engrenagem, com regras, documentação e rastreabilidade comuns.

Colchão é um produto difícil de descartar. É grande, pesado, feito de materiais colados uns nos outros e não cabe na coleta comum. Por isso costuma terminar na calçada, no terreno baldio ou no aterro.
O Brasil produz cerca de 16 milhões de colchões por ano*, e cada um chega ao fim da vida entre cinco e sete anos depois. Boa parte do que se descarta hoje foi vendida quando ainda não havia responsabilidade definida sobre esse descarte. É um volume que nenhuma cidade dá conta sozinha.
A rota ecolchão organiza esse caminho. O consumidor solicita a coleta, um operador logístico recolhe e um reciclador ou cooperativa faz a triagem: o colchão é aberto e separado em espuma, tecido, madeira, metal, EPS e molas. A espuma segue para a reciclagem — física ou química — e retorna à indústria.
A prefeitura reduz o custo do descarte irregular. O fabricante de colchões passa a ter uma solução integrada do berço ao berço. O lojista passa a oferecer um destino para o colchão antigo na hora de vender o novo. A cooperativa deixa de prestar apenas um serviço de triagem e passa a operar um negócio, com capacitação técnica e renda previsível. E, por fim, novamente o fabricante recebe o conteúdo reciclado e rastreado para os próprios produtos.

* Fonte: ABICOL, Panorama do Setor Colchoeiro, 2025. abicol.org


Um banco de carro parece uma peça só, mas é espuma de poliuretano moldada sobre estrutura metálica, com plástico, tecido e adesivo trabalhando juntos. Essa combinação é o que torna o banco confortável — e a recuperação dos materiais complexa.
Hoje o veículo em fim de vida é desmontado, prensado e triturado. Ferrosos e não ferrosos são recuperados; o que sobra vira ASR, o resíduo de fragmentação automotiva, e segue para recuperação energética. A espuma vai junto, mesmo em plenas condições devoltar ao ciclo.
O poliuretano, por ser um termo fixo, exige inovação e tecnologia para ser reciclado. Precisa de rota própria e é ela que a Purcom desenvolve, recuperando a espuma do banco por reciclagem química. Mas a química sozinha não fecha o ciclo: é preciso que alguém abra o banco de um jeito que separe a espuma.
Com essa tecnologia, as empresas parceiras já podem atenderao decreto federal no 12.435/2025, que regulamenta o Programa Mobilidade Verde e Inovação (programa MOVER), que torna o brigatório o manual de desmontagem e que atenda às regras de reciclabilidade de materiais, entregando agora em 2026, uma soluçãode ciclo fechado de baixo carbono para toda a cadeia automotiva.
Ela atende montadoras e fabricantes de bancos, que precisam comprovar destinação correta, cumprir metas de conteúdo reciclado e responder a exigências cada vez mais detalhadas dos seus próprios clientes.
É a rota em que o ciclo se fecha de forma mais inteligente: o material que sai da indústria automotiva volta para ela.

Dentro de toda geladeira existe uma camada de espuma rígida depoliuretano entre a chapa externa e o revestimento interno. É ela que segura o frio — e é ela que, quando o aparelho chega ao fim da vida, sai junto com o restante.
Recuperar essa espuma exige cuidado. Ela está aderida às duas faces metálicas e carrega o agente de expansão usado na fabricação, que precisa ser tratado da forma correta.
Esta rota começa onde o aparelho já é desmontado. Quem recicla eletrodoméstico trabalha para recuperar aço, cobre, alumínio, plástico e vidro — a espuma é o que sobra, e normalmente vira rejeito. A rota econgelador transforma essa sobra em receita: ajustamos o processo de desmontagem e triagem para que a espuma saia em condição de ser reciclada, e ela segue para a reciclagem química ou física, voltando à cadeia como poliol reciclado.
Ela atende fabricantes de refrigeradores domésticos e comerciais e recicladores de eletrodomésticos.
É a rota em que estamos tecnicamente mais avançados, pois conseguimos colocar um maior conteúdo de poliol reciclado nas espumas rígidas. Foi desse caminho que nasceu um refrigerador doméstico com alto conteúdo de poliol produzido a partir de reciclagem química — em escala industrial e não em laboratório.

Muitas rotas começam pela reciclagem física: mais simples de implantar, menor investimento, absorve a demanda rapidamente e pode acontecer perto de onde o resíduo está. É uma simbiose industrial, mas nem sempre é possível fechar o ciclo.
É o estado da arte das reciclagens, inovadora e exige maior investimento. Ela recebe o resíduo e o reintroduz na cadeia como matéria-prima para o transformador. Fechando completamente o ciclo dentro da mesma indústria.
A cadeia já existe e já opera. Uma empresa que precisa dar destino ao seu resíduo ou deseja adquirir produtos circulares, já acessa a logística reversa, uma rota, um reciclador e uma gestão em funcionamento. Conecta-se a um sistema e recebe, ao final, a comprovação de que suas metas foram cumpridas.

Reciclar poliuretano é uma operação complexa: o material está em muitas mãos, em muitos lugares, tem muito volume, mas não peso e em geral, está misturado com outros materiais. Só vira escala quando alguém enxerga tudo ao mesmo tempo.
A Econexão é o ambiente digital do Purcom ECOS. Nela a coleta é solicitada (pela fábrica, pela loja ou consumidor), a rota é definida, o transporte é acompanhado em cada etapa até a reciclagem, ficando registrada — do pedido até o produto final.
É o que torna o ecossistema auditável e não apenas confiável para todos os usuários.
Emite a documentação exigida e reúne os dados de impacto do material processado
Organiza a demanda, dá previsibilidade de volume e demonstra a origem
Garante rastreabilidade e transparência do material que entra e acompanha esse ciclo até o produto que sai — inclusive com orientação de destino após o uso
Mas quem conecta não é a plataforma: é a Purcom. O material que uma cooperativa ou reciclador recupera precisa encontrar comprador, e é a Purcom, por meio da Econexão, que faz esse encontro. A plataforma é o veículo, o registro do que passou por ali é o que comprova metas de logística reversa, de conteúdo reciclado e de destinação ambiental.
Essa é a engrenagem que fecha o ciclo: o mesmo resíduo que a plataforma organiza abastece a reciclagem física ou os reatores de reciclagem química da p.u cycle, e volta ao mercado como poliol reciclado.
É a camada que transforma boa vontade em rastreabilidade.
Um sistema como esse se replica pela formação de quem vai operá-lo. O Centro de Inteligência Reversa Purcom (CIRP) é a unidade que cuida disso. Se o CIP é o nosso centro de inteligência para a química, o CIRP responde pela química reversa e pela reciclagem física — reverter é pegar o que já está pronto e fazer com que volte a servir.
Ele forma cooperativas e recicladores, transfere tecnologia, promove a capacitação técnica e dissemina a prática, para que o modelo não fique num único território, mas se repita onde houver quem queira operá-lo.
O CIRP piloto opera em parceria com uma cooperativa e está disponível também para a cadeia industrial. É ali que se testa e se homologa triagem, desmontagem e reciclagem física em condição real de operação — e o que se aprende serve aos dois Acessar a Plataforma E conexão lados. A cooperativa aprende a desmontar um banco, uma geladeira ou um colchãoe ganha um serviço novo. O reciclador profissional aprende a preservar a espuma e passa a entregá-la em condição de voltar ao ciclo.
O ambiente é idealizado pela Purcom; a formação que acontece nele vem de vários parceiros. E ela vai além da técnica: quem trabalha na ponta da coleta costuma estar fora de qualquer circuito de qualificação, e por isso o mesmo espaço reúne formação técnica, industrial, comercial, socio emocional, esportiva e artística, com estímulo ao empreendedorismo circular.
De nada adianta a solução química se não houver quem a coloque em prática. É o pilar O Humano no Centro em operação.
O Purcom ECOS é uma iniciativa brasileira, construída em colaboração com todo o ecossistema e alinhada às normas e certificações que o mercado exige — utilizando o ciclo técnico ou biológico, do berço ao berço com o DNA da Purcom.